Sabemos que na última terça, dia 19, começou o horário político obrigatório. Com isso, os candidatos puderam realmente colocar em prática a arte da “Politicagem” (no dicionário de “Ruanês” politicagem significa: ato ou efeito de tentar virar “amiguinho” do seu eleitor). Essa estratégia política é feita através de propostas utópicas (vou acabar com a fome, adeus poluição) ou colocando-se como “paizão” ou “mãezona” do povo, além de outras formas.
O que interesse nesse post é discutir as plataformas políticas dos candidatos a presidência da República. É válido lembrar a vocês de que não só temos Dilma, Marina, Plínio e Serra como pleiteadores ao cargo. Temos também: Ivan Pinheiro (PCB), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidélix (PRTB), Rui Pimenta (PCO), Zé Maria (PSTU). Esses últimos, juntos, não possuem 1% das intenções de voto. Diante disso, não cabe aqui discutir suas campanhas.
Agora vocês me perguntam: “ Ah, e Plinio?”. Minha gente, a personalidade mais peculiar das eleições, o dono dos trending topics brasileiro não pode ser esquecido.
Dilma, a nova “mãezona” do país
Lula conseguiu lançar um candidato a presidência sem carisma ou expressividade alguma no cenário nacional e colocá-lo como grande favorito ao cargo. É impressionante o que o atual governo edificou ao longo dos seus anos no poder, pelo menos em termo de aceitação popular.
O programa de TV da Dilma, (com duração de pouco mais de 10 minutos), foi muito bem produzido. O foco na trajetória dela, depois o relato da prisão e sua participação no processo de redemocratização foram bem colocados. É claro que o melhor foi o depoimento do presidente Lula. Aí sim Dilma se destacou. Lula tinha que mostrar que se ele é o “paizão” do povo, Dilma será a nossa “mãezona”.
Faltou, como sempre, um discurso mais bem preparado dela, uma fala menos confusa, onde não dissesse tudo e nada ao mesmo tempo. Se bem que é exigir demais com o presidente que temos…
Marina, a mulher do tempo
Alguém tem que dizer pra Marina que tem gente que não sabe nem que diabos são as calotas polares, como é que vão entender isso: “O uso de combustíveis fósseis bombeia nossas esperanças e ilusões” Que porra é essa? É apelar demais.
É linda essa proposta do meio ambiente. Ela é fundamental e DEVE ser SEMPRE levada em conta. Porém, não pode ficar só nisso. Ela tem pouco tempo pra falar (pouco mais que um minuto) e por isso tem que procurar ampliar sua visão da nação. Como fazer o brasileiro desmatar menos? Dê emprego, saúde e educação. A partir daí você tenta conscientizar a população.
Plínio, o justiceiro
Esse é o cara que conseguiu fazer um debate político chato ficar engraçado, que participou de um debate online sem ao menos ser chamado e que dominou o Twitter nas últimas semanas.
Achei muito interessante no seu vídeo, o início com as Confissões do Latifúndio de Pedro Casaldáliga. Com sua língua afiada não faltaram criticas a Dilma e Serra. Pra que propostas quando posso falar mal dos adversários?
Bom, o cara quer fazer uma reforma agrária. Preciso comentar? Isso é muito utópico. É como fazer o Corinthians ganhar a libertadores.
Serra, o comedor:
“Como a Vânia que é sua mulher, como o Damião, como Andreia, como Dona Maria”. Esse é o “Serra Pegador”.
Tá bom Serra, já sabemos que você é o “bambambam” da saúde. Por que não fala mais sobre outras coisas? Em sete minutos de propaganda da pra usar outras temáticas. É claro que saúde é o tema do momento. Há de ser necessária uma reforma URGENTE no sistema de saúde nacional. Mas, porra, cadê o resto das propostas? Sem trabalho como o povo vai comprar remédio?
Serra nunca quis ser tanto um torneiro mecânico como agora. Agora ele quer estar próximo das pessoas, quer ser o “paizão” do Brasil, o Lula calvo. Comendo tanta gente assim, vai ficar difícil viu?
Enfim, depois da exibição desses vídeos, Dilma foi apontada com 47% das intenções de voto. Serra ficou com 30% e Marina 9%. Assim, os meios de Comunicação mostraram o quão poderosos são. Resta aos nossos políticos, a sabedoria de abordá-los da melhor maneira possível, de maneira a vender bem o seu peixe e convencer seu eleitorado.






